Sobre opinião,alienação e blábláblá
Quem foi que disse que ter opinião própria é dizer não pra tudo?Quem foi que disse que ficar em cima do muro não vale?Olha,se tem uma coisa que tem me deixado irritada neste meu começo de vida acadêmica é a necessidade das pessoas de ter uma resposta pra tudo, e de cobrar dos outros uma argumentação,um ponto de vista.Tudo na hora,na lata,sem titubear.Como se todos tivessem obrigação de se posicionar diante de qualquer assunto,desde a vitória do time tal,no jogo da Quarta-feira até à legalização do aborto.E dizer um “não sei” vira quase um motivo de “excomunhão”.
É nessas horas que uma “elite” mequetrefe do saber,que se diz dona da verdade,vem falar que somos todos alienados.Aí,começa aquele papo de controle por parte da mídia,da religião,do Estado...e isso evolui para teorias da conspiração, “Zeitgeist”, “Nova Ordem Mundial”e todos os outros planos de dominação da Terra,dignos de Pink e Cérebro.
Em momento algum eu pretendo negar a influência desses meios em todos os sentidos de nossas vida,e também não negaria a existência dos “podres” durante toda a história dessas instituições,principalmente da Igreja.Mas,daí até virar uma caçadora de apocalipses,há uma grande distância.
Sou totalmente a favor da busca de conhecimento,acho que por isso é tão importante,primeiro,reconhecer nossa ignorância.Mas,tem gente que se perde um pouquinho nessa busca e começa a “engolir” as idéias distorcidas do primeiro ateu recém-convertido,ou cientista frustrado que encontra, e começa a ver (e pior,interpretar)supostas mensagens subliminares até em rótulos de shampoo.
Enfim,parece que ,infelizmente,para muitos há uma linha tênue entre “livrar-se de qualquer tipo de doutrinação” e “tornar-se um esquizofrênico”.Sinceramente,acho que a vida é curta demais pra perdermos tempo procurando falhas no sistema.Você morre e os problemas continuam.
Pense nisso.Ou não.
Beijobeijo
Indira Lima
sexta-feira, março 04, 2011 | | 3 Comments
"Ikiru" ( Viver)
Acordar e descobrir que o fim da vida está muito próximo, e pior ainda,descobrir que há pelo menos 30 anos você já não “vivia” de verdade.É dessa forma que se inicia a trama do filme Ikiru (“Viver”) do diretor japonês Akira Kurosawa.
O idoso burocrata Kanji Watanabe descobre que tem um câncer no estômago,e como naquela época (1952) isso era uma sentença de morte, ele se encontra na necessidade de buscar o sentido de sua vida nos seus últimos dias.E dessa forma,percebe quanto tempo foi desperdiçado no seu trabalho repetitivo e inútil de carimbar papéis em um escritório.
Com certeza, esse não é o primeiro nem o último filme que discute a situação do homem diante da iminência da morte.Porém, a sutileza com que foi feito torna Ikiru único.Todo em preto e branco e com pouquíssimos diálogos, toda a emoção fica por conta das expressões do protagonista, que consegue nos leva ao pranto sem derramar nehuma lágrima.Tudo é muito natural.
Uma das cenas mais emocionantes acontece quando Kanji, em uma noite de muita neve , senta no balanço de um parque e começa a se balançar sem parar.Como se tentasse agarrar qualquer “fio” de vida que ainda restasse.
Enfim,emocionante,surpreendente,fantástico.Quem ainda não viu,precisa ver.
domingo, outubro 24, 2010 | Marcadores: arte, cinema, filme | 1 Comments
Mens agitat molem?
sabem que se sabe das O pequeninosDadá.
tudo. que diga.Dadá
uma entoada deixa pelos
em de balbuciar as Tzara
Dadá.Os o é não de muita coisa.(Gugu?)palavra
Tristan não Dadá. mentir fase Os crescidos coisas que
que sabem primeiras me
Taí de palavras
Dada não significa nada: Sabe-se pelos jornais que os negros Krou denominam a cauda da vaca santa: Dada. O cubo é a mãe em certa região da Itália: Dada. Um cavalo de madeira, a ama-de-leite, dupla afirmação em russo e em romeno: Dada. Sábios jornalistas viram nela uma arte para os bebês, outros jesus chamando criancinhas do dia, o retorno a primitivismo seco e barulhento, barulhento e monótono. Não se constrói a sensibilidade sobre uma palavra; toda a construção converge para a perfeição que aborrece, a idéia estagnante de um pântano dourado, relativo ao produto humano." Tristan Tzara
Foi um fim de semana bastante quente e preguiçoso.Ele tinha tudo para terminar como os outros, quando a tarde insuportavelmente quente me convida a olhar quão bela (a despeito de insuportável) a mesma pode ser nas copas das árvores.Ué, que seja, de preferência longe da minha palidez dolorida.
A despeito do sono estudei vanguardas artísticas, e, como sempre, fiquei impregnada de cada uma delas, no entanto, com uma em especial intensidade.Nunca foi minha preferida mas sempre exerceu certo poder em mim o tal Dadaísmo.A belíssima negação de qualquer coisa que se diga racional, o pensamento que se faz na boca, o protesto sob toda essa capa de loucura.A eletricidade ovacionada pelos futuristas não foi capaz de brecar a carnificina da Primeira Guerra Mundial, por que seria, afinal?O ser humano não estava progredindo, simplesmente.O que significa a beleza?As descorbetas de Freud?Se tudo é instinto de destruição, nada faz sentido, viva o DADÁ.
Daí que apliquei sobre o poeminha da minha amiga a técnica do poema aleatório de Tzara, achei oportuno.Voltei a postar e isso fez desse fim de semana abafado algo novo pra mim.
Apesar da correria do vestibular, sempre é bom falar com vocês novamente.
O que se sabe das coisas?
Dadá.
Tzara que o diga.
Dadá é uma palavra entoada pelos pequeninos
em fase de balbuciar as primeiras palavas
(Gugu?) Dadá.
Os pequeninos não sabem de muita coisa.
Taí Tristan que não me deixa mentir
Os crescidos pensam que sabem de tudo.
Dadá.
(Laise Freire)
Raissa Figueirôa.
domingo, outubro 10, 2010 | Marcadores: artes, blog, Dadaísmo, volta | 1 Comments
Gosto se discute? Sim,senhora!
“Fulaninho”diz já ter degustado o melhor vinho do mundo.Porém, “Beltraninho” que jura já ter passado pela mesma experiência, degustou um vinho diferente do de Fulaninho.E agora temos um problema:Quantos “Melhor vinho do mundo”existem?
Na verdade, existem dezenas,ou até mesmo centenas de vinhos diferentes,que são considerados como “o melhor” por várias pessoas.Ou seja,no fim das contas,Fulaninho e Beltraninho estão certos.Afinal,essa é apenas uma questão de gosto.
Falando em gosto,nunca concordei com essa coisa de “Gosto não se discute”.Isso é tão...arcaico.Parece conversa do tempo em que duas pessoas que tinham opiniões diferentes sobre algo,deveriam “sair na faca” pra mostrar quem estava certo,e como forma de acabar com esse tipo de conflito,todos se convenceram que era melhor não expressar suas preferências abertamente.
É difícil acreditar que apesar de vivermos em uma sociedade que se diz tão evoluída,muitas pessoas ainda não consigam conversar civilizadamente sobre temas como música,política,cinema...e tudo isso é culpa da intolerância.É preciso compreender que existe uma grande diferença entre gostar de algo e querer que todos gostem desse “algo”.
Conviver com as diferentes opiniões é algo muito legal, e que não deve ser deixado de lado.E isso é fácil,só basta um pouco de bom senso e respeito.Afinal,gosto se discute.Mas,não se impõe!
Beijobeijo
Indira Lima
domingo, julho 18, 2010 | Marcadores: blorkutando, social | 10 Comments
Futebolis et cervejensis

Falando assim,parece até que eu estava suuuuper ligada nesses jogos e tudo.Mas,não é nada disso.Felizmente,ou não, eu sou meio imune a esse patriotismo estranho que só aparece de quatro em quatro anos.Eu sou brasileira todos os dias,então porque deveria vestir verde e amarelo durante os jogos,se eu não faço isso diariamente?Acho esse lance pura hipocrisia,sabe?
Enfim,voltando ao assunto... apesar de estar alheia a toda esse movimento,não posso deixar passar alguns fatos.Tipo:Porque as pessoas sempre tem que buscar um grande culpado quando as coisas dão errado?Nos primeiros segundos após o fim do último jogo,presenciei o surgimento de várias comunidades do tipo: “Dunga burro”, “Felipe Melo:Vergonha nacional” e sobrou até pro Mick Jagger.É nessas horas que o sentimento de “coletividade” faz falta.Um jogador sozinho não consegue destruir uma equipe bem preparada e unida.Da mesma forma,também não acho justo jogar a culpa nas costas do técnico,afinal a tática dele funcionou nos jogos anteriores.
É uma pena que toda essa “sede de justiça” também só se manifeste de quatro em quatro anos.Seria ótimo se as pessoas cobrassem dos governantes da mesma forma que elas cobram de um técnico de futebol.E só mais um coisinha: Não importa o quanto as pessoas falem mal dos jogadores,xinguem Dunga e etc.Eles vão continuar a receber os salários deles.Isso é fato.Afinal,eles são as pessoas que realmente ganham algo com o futebol
.Ah,não podemos esquecer das “vantagens” dessa derrota: Daremos adeus ao barulho das vuvuzelas, e agora é a hora de garantir a camisa da seleção pra 2014,porque a essa altura elas já devem estar custando menos da metade do preço.haha
Beijobeijo
Indira Lima
sexta-feira, julho 02, 2010 | Marcadores: Brasil sil sil, futebol | 5 Comments
Longa vida ao longplay!
quinta-feira, junho 24, 2010 | Marcadores: arte, Música, nostalgia | 3 Comments
"Tudo o que você precisará quando o universo acabar é de uma toalha"
Todo mochileiro galáctico que se preze sabe da importância de sua toalha.Afinal,nenhum outro instrumento é tão versátil, servindo ao mesmo tempo como agasalho ( ideal para atravessar as frias luas de Beta de Jagla),proteção contra a Besta Voraz de Traal, além de manter o mochileiro devidamente seco (se a toalha ainda estiver limpa,é claro).
“Porém o mais importante é o imenso valor psicológico da toalha. Por algum motivo, quando um estrito (isto é, um não-mochileiro) descobre que um mochileiro tem uma toalha, ele automaticamente conclui que ele tem também escova de dentes, esponja, sabonete, lata de biscoitos, garrafinha de aguardente, bússola, mapa, barbante, repelente, capa de chuva, traje espacial, etc, etc.
Além disso, o estrito terá prazer em emprestar ao mochileiro qualquer um desses objetos, ou muitos outros, que o mochileiro por acaso tenha “acidentalmente perdido”. O que o estrito vai pensar é que, se um sujeito é capaz de rodar por toda a Galáxia, acampar, pedir carona, lutar contra terríveis obstáculos, dar a volta por cima e ainda assim saber onde está sua toalha, esse sujeito claramente merece respeito.”
Ps2:Quer entender melhor o significado do Dia da toalha? Clica aqui.
Beijobeijo
E lembre-se sempre: “Don’t Panic!”
Indira Lima
segunda-feira, maio 24, 2010 | Marcadores: Dia da toalha, Douglas Adams, na nossa estante, nerdices, O guia do Mochileiro das Galáxias | 2 Comments
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