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By Ferramentas Blog
Mostrando postagens com marcador Alice no País das Maravilhas. Mostrar todas as postagens
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Tim Burton e nostalgia

Nunca me considerei uma cinéfila.Sempre preferi os livros aos filmes,talvez porque muitas vezes me decepcionei com as adaptações que eram feitas para o cinema.Mas,se existe alguém capaz de me fazer sentir dentro do fantástico mundo das telonas,esse alguém se chama Tim Burton.Eu ainda era criança quando assisti pela primeira vez o clássico “Edward mãos de tesoura”(Edward Scissorhands).Era a coisa mais legal que eu já tinha visto,fiquei extasiada.No dia seguinte fui à locadora procurar o filme(ainda era o tempo da fita de vídeo).Vi o filme muitas e muitas vezes,encantada com a estória daquele mocinho que era um “patinho feio”.Depois eu conheci o simpático Beetlejuice em “Os fantasmas se divertem”.E mais uma vez,não conseguia parar de rever cada uma das cenas trocentas vezes.Como se não bastasse,passei um mês cantando a “música da banana”(Banana Boat Song,do Harry Belafonte) e a “música da cenoura”(Shake Senora,também do Harry Belafonte) que faziam parte da trilha sonora do filme.Mais recentemente,conheci o excêntrico Sr.Willy Wonka(interpretado pelo fabuloso Johnny Depp) e sua “Fantástica fábrica de Chocolate”.Inclusive,acho que a parceria entre Depp e Tim Burton foi uma das melhores que o cinema já viu.E há uns dois meses atrás,minha mãe trouxe de presente pra mim “James e o pêssego gigante”, e o que a primeira vista seria considerado um filme infantil,conseguiu nos emocionar bastante.E devo confessar,que ainda hoje abri uma lata de pêssego e lembrei das aventuras de James (foi nessa hora que eu pensei neste post que estou escrevendo).Ou seja,eu cresci vendo os filmes do Tim Burton.Eu já os considero parte da minha história.Sempre que eu vejo alguma ilustração,comentário,pôster dos filmes,me vem aquele gostinho bom de nostalgia,e eu volto a ver as coisas com olhos de criança.Agora só me resta esperar ansiosamente pela estréia de “Alice no País das Maravilhas”.Enquanto isso,vou continuar tentando convencer o meu pai a me dar de presente o livro “The Art of Tim Burton”,com muitas ilustrações dele.


E aqui vai um videozinho em stop motion sobre um menino de penas 7 anos que queria ser Vincent Price http://www.youtube.com/watch?v=fxQcBKUPm8o


Ps:Visitem o site oficial http://www.timburton.com/ .Lá é possível passear por uma galeria de arte com várias ilustrações legais.


Beijobeijo

Indira Lima

Tim in wonderland

Um dos primeiros posts aqui do Incubadora foi sobre o livro "Alice no país das Maravilhas".Eu e Raissa temos uma uma "quedinha" pelo clássico de Lewis Caroll.Aliás, nós e metade do mundo,né? Provavelmente,muitos de vocês já devem estar sabendo que a história vai mais uma vez para as telonas.Porém, agora vai ser diferente,porque finalmente o filme será dirigido por Tim Burton.Acredito que ele é o único cara que consegue transmitir toda a psicodelia impressa em cada linha dessa "grande viagem".Para falar a verdade, eu ainda não li muito sobre o filme.Mas, só em saber que nomes como: Johnny Depp e Anne Hathaway fazem parte do elenco,já fiquei convencida de que será um sucesso.Ah, também não podia deixar de falar dos figurinos e da maquiagem.Simplesmente incríveis.Bom, não sei se o cara apelou para uns cogumelos ou para "pózinhos ilícitos",só sei que ele conseguiu fazer a mesma viagem que Lewis fez quando escreveu a história e deu vida a cada um dos excêntricos personagens.










Indira Lima


Beijobeijo

psicanálise para crianças


Engana-se quem pensa que por ter sido adaptada pela Disney "Alice no País das maravilhas" é uma história fundamentalmente infantil.A menina que mergulha em um sonho no mínimo inusitado emerge questões de gente adulta num ritmo frenético que custa até ao mais atento dos leitores captar toda a informação.
O coelho - sempre com pressa - é o retrato da sociedade moderna.O chá da lebre e chapeleiro maluco é claramente um chá de cogumelos,o cogumelo e o 'lado que fará crescer e o lado que fará diminuir' representa as decisões que a menina Alice terá que fazer nesse período de transição da infância para a adolescência.A figura da rainha é uma das mais características,é evidente o despotimo na frase " cortem as cabeças",afinal, ela precisa ter tudo seguindo o rumo desejado...Crítica política,social...Psicologia.
Em suma,Lewis Carrol faz um verdadeiro balaio de gatos (desculpa o chavão) com as percepções do leitor e nos faz pensar se realmente há algo de lógico na nossa mente, ou se o raciocínio objetivo é apenas uma ilusão de nós,seres humanos.Id,Ego,Superego;Freud explica bem;Caroll emprega bem.Literatura e Psicologia no mais estranho "conto pra crianças",vale a pena ler.Ô se vale!

Raissa

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